Review da primeira temporada de Orange is The New Black

Orange is The New Black é a mais recente série desenvolvida pela Netflix.. Foi lançada mundialmente no dia 11 de Julho, com todos os episódios disponíveis de uma vez só, como a Netflix gosta. Apesar de pesadas críticas quanto a este ponto, eu aprecio que a Netflix nos dê a opção de escolher em qual ritmo vamos absorver a série.

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A série foi criada por Jenji Kohan – criadora de Weeds – baseada no livro de memórias de Piper Kerman, que passou 15 meses cumprindo pena em uma penitenciária federal por carregar dinheiro do tráfico de drogas.

Orange é uma aposta tão alta que foi programada uma segunda temporada antes mesmo da primeira ter estreado. A Netflix está confiante justamente porque sua série anterior, House of Cards, foi a responsável pela empresa ter ultrapassado a HBO em número de assinantes nos EUA. Apesar de toda estrutura de House of Cards, nomes de peso como Kevin Spacey no papel principal e o aclamado David Fincher como diretor e produtor gostei mais de Orange is The New Black, e vou tentar explicar porquê.

O que Orange nos ensina é que todas são criminosas, não pedem misericórdia, mas são humanas, e este é o grande trunfo da série, personagens tão carismáticas. Há para todos os gostos. É uma mistura de raças e crenças e humores que torna a série saborosa.

Entramos literalmente na prisão e descobrimos com Piper Chapman – o sobrenome real foi trocado – como é a vida encarcerada. Aprendemos que o respeito, acima de qualquer outra coisa, é o que vai te manter vivo por mais tempo, ou não te privar de comida, como logo no começo da série acontece.

A série é recheada, ainda, de referências da cultura pop, em especial filmes, citados o tempo todo, e livros, aparecendo nos quartos ou sendo lidos. Além disso frases de efeito são proferidas pelo sistema de rádio da instituição, mas parecem não causar efeito nas detentas, o que seria justificável. Os diálogos, quase filosóficos às vezes, faz com que você preste atenção em cada frase. Por exemplo em uma cena de visita de sua mãe, que tenta convencer a filha classe média e formada na universidade que ela não é igual às outras ali, Chapman diz que não, que ela cometeu um crime, e isso faz com que ela seja igual a todas. É uma questão interessante, afinal, na cadeia não importa o crime que você cometeu, está no mesmo barco. Em outra cena uma guarda diz à Chapman que são iguais, Chapman rebate e diz que não são, mas aprecia que a guarda entenda seu lado, a guarda diz que a diferença entre elas é que ela foi pega, ou seja, todos nós cometemos erros, os culpados são os que foram descobertos.

Apesar disso, a forma mais interessante que a diretora utilizou para desenvolver as personagens foi o flashback. Ela nos apresenta como as principais detentas foram parar ali, o que ajuda ainda mais a criar empatia entre nós. Se não concordamos com o crime cometido, ao menos entendemos a razão.

Dessa forma é difícil não nos apegarmos. Eu particularmente percebi isso em um determinado episódio – não vou dizer qual – quando um acontecimento muda os rumos na prisão. Houve quase pena, quase uma troca de papéis. Mas, poxa, as mulheres são adoráveis. Cumprem suas penas e nos divertem.

Como dizem no primeiro episódio “Isso aqui não é Oz”. Orange is The New Black é inteligente, divertido, dramático, fascinante. “Red” e suas meninas te esperam para uma visita.

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