Games pra Zerar #2: GRID 2 (Codemasters)

Codemasters, sua sapeca!

grid-2-logo

Em meados de 2008 a Codemasters, até então conhecida pelos seus games de Rally da série Collin Mcrae, havia apostado em levar a franquia de corrida aos asfaltos. Surgia então GRID, um jogo voltado aos fãs de competições em circuitos, que prezava por uma jogabilidade harmoniosa entre o realismo da simulação e a diversão do estilo arcade. Os pilotos virtuais desfrutavam de corridas alucinantes, focadas no prazer da velocidade sem grandes preocupações com a curva perfeita, ao mesmo tempo que a detalhada câmera do cokpit e o revolucionário sistema de danos elevavam o título à uma realidade inédita até mesmo para os exigentes jogadores de Gran Turismo.

Cinco anos se passaram até que os fãs de GRID recebessem uma continuação do título. Nesse meio tempo, a Codemasters se especializou em games de corrida, lançou com estrondoso sucesso as continuações da série Colin Mcrae Rally Dirt, mantendo a fórmula “arcade + simulação = atingir o maior público possível”. Tem também no currículo o desenvolvimento da melhor franquia de games de Fórmula 1 do mercado. Eis que então, no meio de 2013, surge GRID 2.

grid_2_game-wide

De cara, o título fez muito barulho. Não só pelo ronco realista das dezenas de carros disponíveis ou pelos gritos empolgados da calorosa platéia virtual. O barulho maior veio dos fãs da franquia que estavam indignados com a ausência de um recurso essencial: A câmera do cockpit. O desfalque tinha sido anunciado pela Codemasters há meses, com a justificativa de que só 5% dos jogadores usavam a câmera interna no primeiro GRID e que valeria a pena retirá-la da segunda versão para que houvesse maior ênfase no desenvolvimento gráfico do exterior dos carros.

Bullshit.

Ninguém aceitou a desculpa, os fóruns e comunidades on-line borbulhavam a indignação dos fãs, meses antes do lançamento. Parecia que os 5% correspondiam na verdade aos jogadores que não se importavam com a visão interna e que todos os 95% restantes aclamavam pela atenção da produtora para que não cedesse ao que chamaram de regressão da franquia. Não aconteceu. A Codemaster foi irredutível e lançou GRID 2 sem dar ouvido aos pilotos virtuais adoradores do interior do carro. Teria ela cometido um erro fatal?

Com grande alívio posso afirmar que não foi tão trágico retirar a visão on-board. Depois de algumas dezenas de horas acumuladas no game, confesso que me acostumei com as facilidades de jogar apenas com a visão externa. E que visão. Os gráficos estão estonteantes. Os carros de fato estão muito mais detalhados do que a versão anterior, seja pela textura do pneu e das marcas deixada por eles no asfalto, seja pelo reflexo diferenciado de uma lanterna ou farol, seja pelo refinamento com que as curvas da carcaça não apresentam falhas ou pixels aparentes, seja pela iluminação realista que o sol reflete em cada parte do carro. E agora temos uma customização visual muito mais rica de cada carro, onde podemos personalizar a pintura, trocar as rodas, escolher patrocinadores, etc.

Os circuitos não ficaram para trás.  A variedade da campanha single-player na qual o jogador desenvolve sua carreira viajando pelo mundo continua. São diversos locais nos quais correr, com destaque para Dubai, Tóquio e Paris, surpreendentemente bem detalhadas. O sucesso da carreira agora baseia-se no acúmulo de público, que aumenta com a visualização fictícia de seus vídeos postados no youtube.

grid2scr_015-large

A jogabilidade mantém a receita de sucesso, a física foi aprimorada e o sistema de danos está melhor do que nunca. Cada batida causa uma reação diferente na lataria do carro. Você pode quebrar um retrovisor ao encostar em um muro ou arrasar com metade do carro ao se chocar contra uma barreira. Vai da sua sorte continuar vivo na corrida ou não. E caso haja um desastre total, basta utilizar o “recurso de voltar no tempo” chamado flashback, marca registrada da franquia, no qual você pode retroceder segundos para aprimorar uma tomada de curva ou evitar um acidente.

rdgrid2

Então a câmera on-board não fez falta? Claro que fez. Mas acredito que até o jogador mais aficcionado vai concordar que a cartela de aprimorações faz com que os fãs da franquia sintam-se prestigiados, não lesados. GRID 2 manteve a essência do título original, fez jus ao nome que carrega e, apesar de não trazer grandes inovações e omitir um recurso tão prestigiado, chega ao mercado como um jogo sólido, com performance estável e pronto para garantir a diversão dos apaixonados por velocidade.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s